6 de maio de 2017. 22:01.

Estou sentada à minha secretária, meia trajada, meia por trajar. Daqui a duas horas começa a Serenata. A Monumental. A última, na verdade. É assustador pensar de 3 anos passaram tão rápido. Parece que o vento soprou duas ou três vezes e a Terra deu três voltas ao Sol num abrir e fechar de olhos.

Não foram os melhores três anos, foram difíceis aliás e os próximos sabem disso.

Acabei de ler as fitas que esses próximos escreveram e, quem me conhece bem, sabe que não preciso de descrever o meu estado neste momento.

Mas como dizia, não foram os melhores três anos. Mas foram anos incríveis. Com memórias que levo bem guardadinhas e com pessoas que levo para sempre. Os de sempre sabem quem são e agradeço todos os dias por não precisar de dar três suspiros que ao segundo, pelo menos um deles já está a impedir o terceiro.

Mas há quatro pessoas que, apesar de não serem de sempre, têm muita quota parte no quão incríveis foram os três anos que passaram. Na realidade não foram só quatro pessoas, houve mais gente. Quatro pessoas que tornaram um edifício cinzento e frio, num sítio confortável e um bocadinho mais aconchegante. Uma das de sempre, mas espero, um dia, poder dizer que as outras três são, também elas, de (quase) sempre.

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Sempre disse que não iria ter saudades dos três anos que passaram. Sempre disse que não ia ter saudades da Faculdade de Economia do Porto. Não podia estar mais enganada. Cresci tanto, aprendi tanto sobre mim e sobre aquilo que quero e não quero para o meu futuro, que é impossível não sentir um bocadinho de nostalgia no momento em que tudo termina.

Que aquilo que acaba agora, tenha muito mais significado do que eu achava que ia ter em Setembro de 2014. Que aquilo que acaba agora, tenha muito mais peso do que sempre achei que fosse ter.

Na verdade, hoje admito que vou ter saudades daquele edifício perigoso e gelado.

Foram, apesar de tudo, uns bons três anos.

Que a semana que hoje começa seja memorável e que seja à medida daquilo que todos merecemos.

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