Num ano em que a canção vencedora do festival da canção era discreta, pouco festilaveira e sem fogos de artifício, conseguimos mostrar-nos e, finalmente, vencer um festival da eurovisão.

Desde que passamos a semi-final que tinha o feeling. Assim como tinha o feeling em Junho passado de que era o nosso europeu.

O discurso do Salvador Sobral aquando da entrega do troféu diz tudo e não tenho nada a acrescentar:

“Quero dizer que vivemos num mundo de música descartável, música fast-food sem qualquer conteúdo. E acho que esta pode ser uma vitória para a música com pessoas que fazem música que realmente significa alguma coisa. A música não é fogo de artifício. A música é sentimento.”

Que daqui para a frente deixemos de pensar que somos o país pequenino no Sul da Europa, afundado em dividas e com imensos problemas com o resto da Europa. Que daqui para a frente comecemos a olhar para aquilo que está para lá daquilo que é criticado no nosso país. Que daqui para a frente comecemos a ter mais orgulho no nosso país e naquilo que somos.

Obrigada Éder e Salvador Sobral por no espaço de mais ou menos um ano terem unido um país. Tenho pena que seja só nestas alturas, mas já não é mau de todo que esta união apareça uma vez por ano.

O que falta, mesmo?

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[Hei-de falar da música… Essa obra soberba]
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