Tinha o pé pousado em cima da mesa, devido à entorse que tinha feito de manhã, quando o relógio passa para 00:00 e ouço vozes conhecidas, mas não as normais para aquela hora, a entoar uns bonitos “parabéns a você”. Não, não eram só os meus pais e a minha irmã, como, para mim, seria o suposto. Vinham atrelados a eles uns quantos bastante importantes também. E posso dizer que a entrada nos 18 anos é, definitivamente, uns dos momentos mais memoráveis. Faz, neste momento, precisamente três anos.

Muita coisa muda em três e estes últimos não foram exceção. Eu mudei muito em três anos. Com a surpresa inesperada à meia noite vieram também mais responsabilidades (afinal de contas, “já posso ser presa” há três anos), mais noites mal dormidas, mais stress e mais coisas em que pensar. Vieram mais histórias memoráveis, mais pessoas, mais amigos a sério.

21 anos, caramba. Como é isso de ter 21 anos? Como é isso de querer tanto fazer os 18 e, neste momento, já só estar a nove dos trinta?

Fazendo uma retrospetiva daquilo que foram estes 21 anos…

Tive a melhor infância do Mundo e ainda vivi a geração que brincou à macaca, às “caçadinhas” e ao macaquinho do chinês, sem saber o que era um telemóvel. Cresci com os “Morangos com Açúcar” e a querer chegar aos 16 anos tão independente como eles. Ouvi DZRT, 4taste, o-zone e outros que tais. Brinquei aos hotéis e discotecas com as minhas primas, às mães e aos pais e montei praias de brincar no cimento de casa da minha avó. Percebi que tomate não era para mim e que, apesar de ter um palato bastante acessível, tomate é coisa que o mesmo não permite. Cresci e cheguei aos 16 anos a ter uma vida melhor que a do Simão, da Ana Luísa, da Matilde e do Tiago. A minha família não era disfuncional  como a deles e os meus amigos, de longe, muito melhores que os deles.

Exato, família, amigos. Pessoas, na verdade. A ida à neve com uma das minhas melhores amigas, as míticas férias de mochila às costas, um programa bastante improvisado, umas férias em Árvore memoráveis e uma viagem de finalistas não tão memorável. Três queimas das fitas, cada uma mais incrível que a anterior, cortejos, férias em Vilamoura, a melhor “graduation gift” e tantos outros momentos foram, definitivamente, marcantes e algo que levo comigo no meu coração sempre. Que só o são graças às pessoas que referia no início.

De facto, é o que levamos desta vida. As pessoas e os momentos que vamos vivendo com elas. Na verdade, imaginar-me aqui sozinha tinha um décimo da piada.

Olhando para trás, foram uns 21 anos em cheio. Dos quais me orgulho e nos quais penso com muito carinho. A vida tem sido simpática e só lhe posso agradecer por isso.

Daqui para a frente continuarei a (tentar) fazer por merecer tudo isto.

Que venham os próximos 21.

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